domingo, 21 de setembro de 2014

BEM VINDA PRIMAVERA.



É tempo de flores.
Os pássaros já fazem seus ninhos, colocam seus ovos, chocam, e os filhotes se preparam para quebrar a casca. É o primeiro passo para ser um vencedor.
Na natureza, as fêmeas, após meses de gestação, se preparam para parir suas crias e dar continuidade à sua espécie.
Livres e soltos na natureza, os filhotes terão pouco tempo para aprenderem a se virar sozinhos, e só os fortes sobreviverão.
Assim como na natureza, somos nós. Estamos vivos, somos vencedores!
Será?
Com a chegada da primavera, é o momento de colocarmos nossos projetos em prática, sem medo e tendo consciência do que queremos.
Pergunte-se:
Quais são os meus sonhos?O que quero para mim?
Quais projetos eu gerei no outono e inverno, quando entrei na minha introspecção?
Será que consegui eliminar o que realmente não tem mais sentido para mim?
Vamos acreditar que sim. Ainda dá tempo de refletir e mandar embora o que você não quer mais em sua vida.
Agora é a hora.
Vamos entrar em ação e colocar nossos projetos e sonhos para fora.
Não podemos ficar parados e ver a vida passar. Podemos perder o nosso trem ou descer em estação errada. Aí não adianta reclamar.
Acredite!
Você é capaz de realizar o que quiser.
Tem um ditado que diz:
Muitos querem, mas não podem.
Muitos podem, mas não querem.
Eu posso, eu quero e vou fazer.
Uma linda primavera a todos!

(autor desconhecido).

AMIGOS: 

Quanto tempo, estava com muitas saudades de todos, fico triste em não ter
tempo mais para postar como antes, mas estou bem, cuidando do meu neto
que está cada dia mais lindo, agradeço de coração a todos os que por aqui
deixam seu carinho, meu muito obrigada.

domingo, 11 de maio de 2014

FELIZ DIA DAS MÃES.



A mãe é a nuvem 
Que enche e despeja
A mãe é a luz 
Que está sempre acesa

A mãe é a vida
Que dá ao nascer
A mãe é o tempo
Que passa a correr

A mãe que eu tive
A mãe que eu sou
A mãe orgulhosa
Que seu filho gerou

A mãe é a fada
Que dá o condão
A mãe dá a vida
E reparte o pão

A mãe é a lua
Cercada de estrelas
A mãe é a água
Pura das ribeiras

A mãe é a flor
Que vamos cheirar
A mãe é a pérola
Que queremos guardar

Se tens tua mãe
Dá-lhe o teu carinho
Dá-lhe o teu amor
Dá-lhe mil beijinhos

(Amélia Bento).


Foto da imagem:

http:www.google.com.br

quinta-feira, 6 de março de 2014

TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI.




Há uma quebra na história familiar onde as
idades se acumulam e se sobrepõem e a
ordem natural não tem sentido: é quando
o filho se torna pai de seu pai.

É quando o pai envelhece e começa a trotear
como se estivesse dentro de uma névoa.
Lento, devagar, impreciso.

É quando aquele pai que segurava com força
nossa mão já não tem como se levantar sozinho.

É quando aquele pai, que antigamente mandava
e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura
onde é a porta e onde é a janela- tudo é corredor,
tudo é longe.

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador,
fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará
de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão
trocar de papel e aceitar que somos responsáveis
por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende
de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai.

Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja
curiosamente nossa última gravidez. Nosso
último ensinamento. Fase para devolver os cuidados
que nos foram confiados ao longo das décadas, de
retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos
bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos,
vamos alterar a rotina dos móveis para criar os
nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra
no box do chuveiro.

A barra é emblemática, a barra é simbólica, a barra é
inaugurar um cotovelo das águas.
Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um
temporal para os pés idosos de nossos protetores.

Não podemos abandoná-los em nenhum momento,
inventaremos nossos braços nas paredes.

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos
pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados,
sob a forma de corrimões.

Pois envelhecer é andar de mãos dadas com o objetos,
envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos
cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvidas
e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores,
engenheiros frustrados. Como não previmos que os
pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do
acesso caracol, nos arrependeremos de cada
obstáculo e tapetes.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte,
e triste do filho que aparece somente no enterro e
não de despede um pouco por dia.

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até
seus derradeiros minutos.
No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama
para a maca, buscando repor os lençóis, quando o
Zé gritou de sua cadeira:

- Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu
pai no colo.

Colocou o rosto de seu pai contra o peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo
câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom  tempo, um tempo
equivalente à sua infância, um tempo equivalente
à sua adolescência, um bom tempo, um tempo
interminável.

Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
- Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua
vida é que seu filho está ali!


(Fabrício Carpinejar).

Fonte da imagem:

http://www.google.com.br

Amigos estou de volta.

Beijooo.

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