quarta-feira, 3 de março de 2010

AMOR AO PLANETA TERRA.

Amar a Deus sobre todas as coisas,
e amar também, a sua Criação:
Amar a nossa moradia, o nosso planeta Terra!
Amar o Sol, tão necessário à vida!
Este Sol que todas as manhãs te sorri, aquece teu corpo,
e que testemunha a tua existência.

Amar a Deus sobre todas as coisas,
e amar também, cuidando com muito carinho,
de nossa natureza verde e bela.
Amar as árvores tão necessárias à vida!
Amar o doce aroma de florestas, numa manhã de abril,
Amar esta natureza que hoje clama por esperanças, nunca tardias.

Amar a Deus sobre todas as coisas,
e amar também, cuidando com muito carinho,
dos nossos rios, da nossa água, tão necessária à vida!
Amar a água que desenha no leito dos rios, as páginas do nosso destino.
Água antes alegre e abundante, agora triste, caminha poluída,
passando por baixo da ponte, rumo às terras do sem-fim.

Amar a Deus sobre todas as coisas,
e amar também, cuidando com muito carinho,
do nosso ar, tão necessário à vida!
Amar o ar, que nos foi dado gratuitamente, e em abundância,
e nada nos cobra por respirá-lo.
Esse ar que nos faz suspirar, ao avisar longínquas estrelas.

Amar a Deus sobre todas as coisas,
e depois, amar de paixão, as estrelas... enquanto for possível vê-las,
estrelas que brilham na imensidão, enchem de paz teu coração,
e calam as inquietações de tua alma.

Amar a Deus sobre todas as coisas,
e amar também, cuidando com muito carinho, do nosso solo,
que seja limpa e fértil, a terra de onde tiras o teu sustento.
Amar o chão que sustenta os teus passos, e te abre novos caminhos.
Amar as areias das praias, onde os poetas esculpem poemas,
e os apaixonados desenham corações.

Amar a Deus sobre todas as coisas,
a amar o teu próximo como a ti mesmo!
Está escrito nas linhas sinuosas do tempo, que ainda há tempo,
de plantar uma semente para o amanhã.
Não é tarde, para que declares com amor,
o teu Amor a Deus, e ao Planeta Terra!


(Lisiê Silva).

terça-feira, 2 de março de 2010

COMPAIXÃO UNIVERSAL.

Eles estão ao nosso lado desde que a Humanidade
passou a ter consciência de si mesma.

Servem de alimento, vestimento, calçado.
São amigos fiéis e nada cobram por tantos serviços.

Estamos falando dos Animais, esses seres que apesar de
nos doarem tanto, são as vítimas preferenciais de nossa
crueldade.

A cada ano, milhões de bois, carneiros, coelhos e frangos são
sacrificados para nos alimentar, vestir e calçar.

Descuidados, matamos, retiramos peles e ossos, aprisionamos,
cozinhamos, sem nos deter para repletir sobre essas criaturas
que, mergulhadas na inconsciência espiritual, nos sustentam o
corpo físico.

O mais grave não é a indiferença pela sorte dos bichos.
O doloroso na espécie humana é a crueldade com que
tratamos esses companheiros de jornada.

Se é válida a escolha de alimentar-se de carne, o mesmo
não se pode dizer do mercado de peles e dos milhões de
animais sacrificados para que os homens tenham artigos
de luxo.

Uma norma deveria reger a nossa vida:
- o limite entre o necessário e o supérfluo.

Uma coisa é usar os animais para sustentar o corpo,
transformando-os no alimento necessário.
Bem diferente é matá-los cruelmente por prazer,
em caçadas que divertem apenas os caçadores.

Igualmente abusivo é arrancar a pele dos animais
apenas para ostentar casacos e roupas caras.
E o que dizer dos pássaros mortos para retirar
as plumas coloridas?

Pobres animais, cujo único crime foi terem sido
criados com belas plumagens ou pelos macios...

Nos dias atuais, já não é mais possível calar-se
diante dos excessos qe a Humanidade comete.
A mortalidade dos bichos para satisfazer vaidades
e excessos é um crime com o qual não deveríamos
compactuar.

Felizmente, a evolução moral já começa a se impor.
Por isso, cada vez mais vemos pessoas e organizações
que se preocupam com o tratamento dado aos animais.
É a era da Compaixão Universal que inicia.

Sim, compaixão com esses irmãozinhos menores,
que são também criaturas de Deus.
Amá-los, ser-lhes gratos é o minimo que um
coração sensível deveria cultivar.

Os animais são princípios espirituais em evolução.
Também estã aprendendo, como todos nós.
A diferença é que temos consciência de nós mesmos.

Em nós, seres humanos, há um Espírito que pensa,
age, tem livre arbítrio. Nos animais, o Espírito ainda
não existe, mas, com o passar dos milênios, eles
evoluirão, pois Deus nada faz sem um objetivo
profundo e sério.


(autor: redação do momento espírita).

segunda-feira, 1 de março de 2010

AMADO FILHO.


O dia em que este velho não for mais o mesmo,
tenha paciência e me compreendas.

Quando derramar comida sobre minha camisa
e esquecer como amarrar meus sapatos, tenhas
paciência comigo e lembra-te das horas em que
passei te ensinando a fazer as mesmas coisas.

Se quando conversares comigo, eu repetir as
mesmas histórias que sabes de sobra como
terminam, não me interrompas e me escute.
Quando eras pequeno, para que dormisses, tive
que contar milhares de vezes a mesma estória
até que fechasse os olhinhos.

Quando estivermos reunidos e sem querer fizer
minhas necessidades, não fiques com vergonha.
Compreendas que não tenho culpa disso, pois já
não as posso controlar. Penses, quantas vezes,
pacientemente, troquei tuas roupas para que
estivesse sempre limpinho e cheiroso.

Não me reproves se eu não quizer tomar banho,
sejas paciente comigo. Lembra-te dos momentos
que te persegui e os mil pretextos que inventava
para te convencer a tomar banho?

Quando me vires inútil e ignorante na frente de
novas tecnologias que já não poderei entender, te
suplico que me dê todo o tempo que seja necessário,
e que não me machuques com um sorriso sarcástico.

Lembra-te que fui eu quem te ensinou todas as coisas.
Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem como
hojes os fazes. Isso é resultado do meu esforço, da minha
perseverança.

Se em algum momento, quando conversarmos, eu me
esquecer do que estávamos falando, tenhas paciência e
me ajude a lembrar. Talvez a única coisa importante
pra mim naquele momento seja o fato de ver você perto
de mim, me dando atenção, e não o que falávamos.

Se alguma vez eu não quizer saibas insistir com carinho.
Assim como fiz contigo.
Também compreendas que com o tempo não terei dentes
fortes, e nem agilidade para engolir.

E quando minhas pernas falharem por estar tão cansadas,
e eu já não conseguir mais me equilibrar...

Com ternura, dá me tua mão para me apoiar, como eu o
fiz quando começastes a caminhar com tuas perninhas
tão frágeis.

E se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver,
não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto
não tem a ver com teu carinho ou com o quanto te amo.

Compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos
poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho
mais o vigor para correr ao teu lado, ou para tomá-lo em
meus braços como antes.

Sempre quiz o melhor para ti e sempre me esforçei para
que teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido.

E até quando me for, construirei para ti outra rota em outro
tempo, mas estarei sempre contigo e zelando por ti.

Não te sintas triste ou impotente por me ver assim não
me olhes com cara de dó. Dá-me apenas o teu coração,
compreenda-me e me apoie como o fiz quando começastes
a viver. Isso me dará forças e muita coragem.

Da mesma maneira que te acompanhei no início da tua
jornada, te peço que me acompanhes para terminar a
minha. Trata-me com amor e paciência, e eu te devolverei
sorrisos e gratidão, com o imenso amor que sempre tive por ti.

Atenciosamente,

TEU VELHO.

AOS PAIS... MÃES... e PRINCIPALMENTE...

AOS FILHOS!!!


(Levi da Silva Barreto).
Powered By Blogger