domingo, 31 de outubro de 2010

PRECE DE GRATIDÃO.



Senhor, muito obrigado, pelo que
me deste, pelo que me dás! pelo
ar, pelo pão, pela paz!

Muito obrigado, pela beleza que
meus olhos vêem no altar da
natureza.
Olhos que contemplam o céu cor
de anil, e se detém na terra verde,
salpicada de flores em tonalidade mil!

Pela minha faculdade de ver, pelos
cegos eu quero interceder, por aqueles
que vivem na escuridão e tropeçam na
multidão, por eles eu oro a Ti imploro
comiseração, pois eu sei que depois
dessa lida, numa outra vida, eles
enxergarão!

Senhor, muito obrigado pelos ouvidos
meus. Ouvidos que ouvem o tamborilar
da chuva no telheiro, a melodia do vento
nos ramos do salgueiro, a dor a as lágrimas
que escorrem no rosto do mundo inteiro.
Ouvidos que ouvem a música do povo,
que desce do morro na praça a cantar.
A melodia dos imortais que a gente ouve
uma vez e não se esquece nunca mais.

Diante de minha capacidade de ouvir,
pelos surdos eu que quero pedir, pois
eu sei, que depois desta dor, no teu reino
de amor, eles voltarão a ouvir!

Muito obrigado Senhor, pela minha voz!
Mas também pela voz que canta, que
ensina, que consola.
Pela voz que com emoção, profere uma
sentida oração!
Pela minha capacidade de falar, pelos
mudos eu Te quero rogar; pois eu sei
que depois desta dor, no teu reino de
amor, eles também cantarão!

Muito obrigado Senhor, pelas minhas
mãos, mas também pelas mãos que
aram, que semeiam, que agasalham.
Mãos de caridade, de solidariedade.
Mãos que apertam mãos.
Mãos de poesias, de cirurgias, de
sinfonias, de psicografias, mãos que
numa noite fria cuida ou lava louça
numa pia.

Mãos que a beira de uma sepultura,
abraça alguém com ternura, num
momento de amargura.
Mãos que no seio, agasalham o filho
de um corpo alheio, sem receio.

E meus pés que me levam a caminhar,
sem reclamar.
Porque eu vejo na Terra amputados,
deformados, aleijados... e eu posso
bailar!!...
Por eles eu oro, e a ti imploro, porque
eu sei que depois dessa expiação, numa
outra situação eles também bailarão.

Por fim Senhor, meu muito obrigado
pelo meu lar!
Pois é tão maravilhoso ter um lar...
Não importa se este lar é uma mansão,
um ninho, uma casa no caminho, um
bangalô, seja lá o que for!
O importante é que dentro dele exista
a presença da harmonia e do amor!

O amor de mãe, de pai, de irmão, de
uma companheira.
De alguém que nos dê a mão nem que
seja a presença de um cão, porque é
tão doloroso viver na solidaõ!

Mas se eu ninguém tiver, nem um teto
para me agasalhar, uma cama para eu
deitar, um ombro para eu chorar, ou
alguém para desabafar ..., não reclamarei,
não lastimarei, nem blasfemarei.

Porque eu tenho a Ti!

Então muito obrigado
porque eu nasci!

E pelo teu amor, teu sacrifício, tua
paixão por nós, muito obrigado
Senhor!


(Amélia Rodrigues).

Fonte da imagem:

http://www.google.com.br

sábado, 30 de outubro de 2010

PERSEVERANÇA.

Já observou a atitude dos pássaros
ante às adversidades?

Ficam dias e dias fazendo seu ninho,
recolhendo materiais, às vezes trazidos
de locais distantes...

E quando já ele está pronto e estão
preparados para por os ovos, as
inclemências do tempo ou a ação do
ser humano ou de algum animal destrói
o que com tanto esforço se consegui...

O que faz o pássaro?
Pára, abandona a tarefa?

De maneira laguma.
Começa, uma outra vez, até que no
ninho apareçam os primeiros ovos.

Muitas vezes, antes que nasçam os
filhotes, um animal, uma criança, uma
tormenta, volta a destruir o ninho, mas
agora com seu precioso conteúdo...

Dói recomeçar do zero...
Mas ainda assim o pássaro jamais
emudece, nem retrocede, segue
cantando e construindo, construindo
e cantando...

Já sentiu que sua vida, seu trabalho,
sua família, seus amigos não são o que
você sonhou?
Tem vontade de dizer basta, não vale a
pena o esforço, isto é demasiado para
mim?

Você está cansado de recomeçar do
desgate da luta diária, da confiança
traída, das metas não alcançadas quando
estava a ponto de conseguir?

Mesmo que a vida o golpeie mais uma
vez, não se entregue nunca, faça uma
oração, ponha sua esperança na frente
e avance.
Não se preocupe se na batalha seja ferido,
é esperado que algo assim aconteça.
Junte os pedaços de sua esperança, arme-a
de novo e volte a ir em frente.

Não importa o que você passe...
Não desanime, siga adiante.
A vida é um desafio constante, mas
vale a pena aceitá-lo.
E sobretudo... Nunca deixe de cantar...


(desconheço autoria).

Obs: caso alguém saiba quem é o autor(a),
desse texto avise-me para que possa dar
os devidos créditos.

Fonte da imagem:

http://www.google.com.br


Amigos:

Caso o comentário de algum de vcs
não forem publicados, não é por mim
é que já faz uns dias que some comentários
do meu blog, leio-os, publico e alguns
simplesmente desaparecem, não sei o
que está acontecendo.
Já aconteceu isso com o blog de vcs?


Divulgando os blogs do amigo Edu:


http://edurjedu.blogspot.com/


http://martheando.blogspot.com


Vale a pena conferir!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

NOS DETALHES...


Eu me descubro nos detalhes,
na importância que dou, ou
deixo de dar para fatos, pessoas,
para a própria vida que insiste
em bater à minha porta.

Eu me revelo nos detalhes, do
que faço, ou deixo de fazer por
mim e pelos outros.

Eu me escondo nos detalhes, do
que tenho medo, daquilo que eu
fujo, do que não encontro em mim.

Eu me excedo nos detalhes, da
perfeição em minúcias, em
exageros bobos.

Eu choro nos detalhes, das coisas
bobas que eu esperava e não
aconteceram.

Eu me revolto nos detalhes, pela
ansiedade de querer ser o que não
sou, ter o que ainda não tenho,
possuir o que nem sei se será
possível.

Eu me perdôo nos detalhes, para
poder seguir em frente, recomeçar.

Eu sofro nos detalhes, e pode não
parecer, mas são eles que realmente
importam.

O detalhe da vida é a sua própria
essência, o detalhe é Deus que se
revela em mim, nos detalhes que
habitam em meu ser, na minha
capacidade de amar, de querer
ser feliz.

Isto é Deus em mim, e se sou assim,
deve ter um detalhe que me escapa,
um sentido em estar aqui...

Eu me vejo em detalhes, quando me
encontro com você, ao ver nos teus
olhos, o meu reflexo, parte de mim
que hábita no próximo.

Somos tão diferentes e tão iguais,
detalhes tão pequenos de todos nós,
que se encontram e formam essa
grande família.
Família divina do eu, você, ele, nós,
tal e qual, juntos maduros do grande
amor ao Pai, amor universal, amor
sem igua.

Eu Acredito em Você.


(Paulo Roberto Gaefke).

Fonte da imagem:

http://www.google.com.br


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